Mantenha um Jardim na Praia e Saiba Como Driblar o Vento e a Maresia

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Quem tem casa na praia e já tentou por vezes o cultivo de um jardim  e não obteve sucesso, saiba que é possível sim manter um belo e florífero jardim, desde que alguns cuidados básicos sejam tomados. O primeiro deles é saber fazer a escolha pelas plantas certas. Algumas espécies que se desenvolvem muito bem nos ambientes urbanos, não aguentam o excesso de vento, a maresia e o solo arenoso que são traços típicos das áreas litorâneas. Algumas plantas que se adaptam muito bem no litoral da região sul, podem não ter a mesma adaptabilidade em um litoral nordestino. Por isso, fazer uma pesquisa prévia e um bom planejamento são fundamentais para ter sucesso com o jardim em casa de praia. 

 

A regra, de acordo com os especialistas, é sempre fazer a opção por plantas que sejam nativas da região. Dessa foram, não haverá problemas para a composição de um jardim litorâneo. Coníferas, azaleias, rododendros, hortênsias, íris, glicínias e todas as variedades típicas de climas frios devem ser evitadas, pois terão seu desenvolvimento prejudicado, com floração menos expressiva, por exemplo. O ideal é que sejam eleitas plantas ou flores de espécies com florada no verão, para que se possa apreciar a beleza das flores na época em que mais se desfruta das praias.

 

Outra regra de ouro para a composição de um jardim em casa de praia é a escolha do local onde ele será constituído. Terrenos baixos, que podem ser invadidos pela maré, comprometem o resultado final, sendo necessário elevá-los e /ou dotá-los de elementos de contenção. Além disso, adequações do substrato podem ser necessárias, bem como do regime de regas e adubação.

 

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Quase como uma regra, quando se fala em jardins em casas de praias, ou regiões litorâneas, de modo geral, os solos são arenosos. Sendo assim, é mais adequado dar preferência a espécies que sejam bem adaptadas a este tipo de substrato ou, ao menos, tolerantes a tal condição. Para cultivar plantas que preferem terrenos argilosos, deve-se substituir o solo das áreas de plantio – o que tem custos financeiro e ambiental, muito elevados, e o resultado estético, provavelmente abaixo do esperado.

 

Alternativas que podem ser bem sucedidas nesse caso são a adição de terra argilosa e muita matéria orgânica para manter a umidade por mais tempo.

 

Ainda opte por plantas que tenham uma camada protetora em suas folhagens para se protegerem naturalmente da salinidade.

12. fevereiro 2015 por Steve Antonio Gomes
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